Medo.

O coração disparado. As mãos trêmulas. A pele pálida. Respiração ofegante… Era o medo que invadia mais uma uma vez a vida da menina. Um medo tão avassalador que ela se sentia mal, sentia enjôo, sentia calafrios, sentia que ia desmaiar naquele momento.

Mas por que o medo era tão forte, o que a assustava?

Nem ela sabia… Só sabia que estava com medo, uma sensação de morte, sua morte.

Por um momento achou que havia mais alguém na casa, além dela própria. Mas sabia que era impossível. O portão estava trancado, as crianças brincavam na rua sob o olhar atento dos pais, ninguém poderia escalar o muro para chegar no seu sobrado sem que fosse visto!

Mesmo assim… Teve a sensação de não estar sozinha, ouviu o som de uma sacola plástica na varanda. Por um momento pensou que fosse o marido que chegava do trabalho, esperou que abrisse a porta, mas ela não se abriu. Percebeu que ainda era cedo para que o marido chegasse, mas tinha certeza que alguém tinha passado pela janela do quarto, com uma sacola plástica. Se a porta não se abriu, a pessoa só poderia ter entrado pela janela.  Foi nesse momento que o medo se apossou da garota. Por um instante ficou imóvel, mal conseguia respirar. Em seguida reuniu forças para averiguar se estava enlouquecendo ou se realmente havia alguém na casa. Para se proteger de alguém que eventualmente pudesse estar na casa, pensou em pegar o violão, porém um violão era uma coisa muito grande, poderia atrapalhar seu ataque surpresa ao invasor, pegou então o ferro de passar roupas que não era tão pesado, mas com uma cacetada bem dada poderia derrubar o invasor.

Com o ferro na mão e aquela sensação de enjôo crescente, ela chegou na sala. Acendeu a luz e pela janela olhou a varanda, estava vazia Olhou o quarto em que se encontrava, derrepente ele poderia ter entrado lá depois que ela saiu. Estava vazio. Olhou o outro quarto, debaixo da cama, atrás da porta. Nada. Olhou a cozinha e a área de serviço, estava tudo vazio. Ela começava a se indagar se não a hora de procurar um médico para tratar desse medo insano, mas, ainda faltava investigar o banheiro.

Parou em frente à porta do banheiro escuro, a cortina do box estava fechada, pensou em quantas vezes pediu ao marido que não deixasse a cortina fechada nem as portas da casa entreabertas, seria fácil para alguém se esconder nesses lugares…

Ouviu um barulho dentro do box, encheu com toda a pouca coragem que ainda lhe restava naquele momento, acendeu a luz e rápidamente abriu a cortina do box pronta para atacar! A única coisa que havia no box era o chuveiro que o marido havia deixado pingando… Era o chuveiro o responsável pelo barulho que ela ouvira pouco antes.

De fato era hora de procurar ajuda psicológica, porque uma pessoa que ouve coisas, sente um medo insano, não consegue falar com pessoas estranhas e quase desmaia quando precisa falar ao telefone não é uma pessoa normal…

Mesmo tendo a certeza de que ela estava completamente sozinha na casa o medo continuou alí. Era a sua única companhia…

Hello world!

Bem, esse é o meu blog. Nele vou postar histórias reais, ou não… É mais provável que não, já vivo tanto na realidade… Esse é meu refúgio, meu canto fantástico, onde eu posso fugir um pouco mais da realidade.

Espero levar este à frente, porque o outro, eu abandonei literalmente…